sexta-feira, março 10, 2006

SINTO UM INTERVALO NA VIDA













Sinto um intervalo na vida
Ou já não ando tão triste?
Ou então se calhar, o amor que busco
Me encontrou. De surpresa. Surpreendentemente ousado e quente.
Ou a inspiração abandonou-me de novo
E o poeta que partilha comigo as palavras
Está mudo e quedo no momento.
Não sei. Mas também não quero saber.
Quero só amar-te
Sentir que me amas só de olhares para mim
Sentir que me desejas e queres
Da mesma forma que te quero e desejo
Em palavras e no olhar.
Que é assim que o amor se exprime nos corações que buscam
Ou nos corações que lêem e sentem os meus escritos.
Por isso partilho contigo os momentos livres
Por isso esqueço nos momentos livres, o conflito que travo
Porque te quero e desejo uma e outra vez
Porque gosto de beijar teus seios
Porque gosto de acariciar teu rosto
Porque gosto de perder minhas mãos em teus cabelos
E porque gosto quando te chegas a mim e me ofereces os lábios
Que beijo com ternura como uma primeira vez. Sempre.
E porque gosto de te sentir quente, vibrante. Querida.
Que é como te imagino, o meu amor.
Tardio ou talvez não. Que o amor não tem idade.
Proibido ou talvez não. Que o sentimento é livre.

João marinheiro ausente 14/04/03

1 comentário:

Ana Luar disse...

Acho-te graça mar, pk em palavras estendes as mãos
E eu tão inábil, deserto-me
imprecisa, afrouxo-me no medo...
E calo a voz das minhas confissões
Suspendendo-as nos lábios do silêncio.......... assim me vou mar...Em mim,tenho a vertigem, o alvoroço
De todas as palavras que não sei
Buscando apaziguar a falta que me faz o poeta.