quinta-feira, março 16, 2006

LIBERTAÇÃO



Liberto-me
Dispo-me das vestes negras
Já fiz o luto pesado em silêncio
O luto da tua ausência da dor profunda
Da tua ausência.
O amor eterno
O luto da ausência do teu amor por mim e do meu por ti
Liberto-me
Liberto-me,
Perdoa-me a libertação…
Deixo-me levar por um novo rumo
Pelos ventos que sopram de oeste
Que são fortes, frios húmidos,
É preciso aprender de novo
A gostar deles estes novos ventos
Ventos do mar profundo
Mar adentro! Mar adentro.
Liberto-me!

Vem!

“Despe-te de saudades entrega-te em desejo”
Viajas até à curva do tempo”
Olhas para trás, o caminho percorrido.
Tolda-se o olhar, as lágrimas assumidas já não sabem a sal
São água pura cristalina, água fonte de vida a renascer.
Renasces em cada gota de orvalho.
Renasces em cada floco de neve volteando nos céus.
Vestes de branco ainda frio.
Deixa que aqueça esse corpo
E o branco se transforma em luz
Despe-te de saudades…

Dedicado à Lua, com todo o carinho

João marinheiro ausente 12/03/06
Fotografia de Barcoantigo

1 comentário:

Arthur Saraiva disse...

A Lua é mesmo uma enorme fonte de inspiração. E o que dizes através das tuas mãos é de uma força tremenda, deixas transparecer tudo o que de mais belo existe naqueles que amam! Como eu te entendo...