domingo, dezembro 26, 2010

Este ano não houve Pai natal...



Estranhando o atraso, fomos informados que estava bloqueado pela neve algures num aeroporto da Europa, como a foto documenta...

sábado, dezembro 11, 2010

interminavelmente...(repetição!)


Fico aqui interminavelmente a imaginar-te a vinda à tua espera tardiamente a ida não chegamos e não partimos estamos desencontrados nas horas dos dias frios espero-te ainda que voltes hoje mais logo pelo entardecer e a tua silhueta recortada na praia em contra luz apetece-me e os teus cabelos soltos e negros ao longe confundem-se no negro da noite que chega a horas certas porque só essas são horas certas e as nossas não eu sei tu sabes e o tempo também e quando voltares estarei envergando a vela alva da nossa catraia para partir outra vez em busca do pão que o mar há-de dar na forma de sardinha prateada e viva mas agora fico aqui a imaginar o teu rosto e o brilho do teu olhar já te disse hoje que o vejo todo no mar o teu rosto e olhar


Novembro 2007
João marinheiro 2010
Fotografia de Barcoantigo em 2008

domingo, novembro 21, 2010

Solidão...



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...

Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...

Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda

segunda-feira, junho 14, 2010

então chegamos ao começo do fim de uma Nação

Recebida por mail.
Recebo muitos pensamentos por mail, muitas criticas, muitas manifestações por isto e aquilo. Geralmente não partilho, mas quem cala consente, e é tempo de começar a dar importancia à insatisfação que vai minando. Á pouco escutava na Tv o professor António Sergio por causa do futebol a dizer que temos falta de lideres com garra, com carisma, concordo plenamente, tanto que resolvi alterar o rumo deste blog meio abandonado e partilhar esses pensamentos que me chegam aqui.
Este é o primeiro.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."


O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Adrian Rogers, 1931


dá que pensar...chegar ao fundo é facil, dificil é chegar ao cimo novamente, é como um naufrágio, depois do barco alagado não existem milagres. Portugal parece um barco sem fundo...

terça-feira, maio 11, 2010

naufragado...



Um barco não é só uma quilha umas quantas cavernas armadas, um convés, um casco em tabuado e um mastro seguro por brandais e velas a esvoaçar livres ao vento.

Um barco é muito mais que isso.
Mais do que está visível aos olhos menos atentos de cada olhar que o mira e imagina viagens, aventuras e medos.

Um barco é um mundo de saberes com alma e vida própria.

Só morre se o deixarmos abandonado.

João marinheiro 2010

Fotografia de Barcoantigo em 1999

sábado, abril 03, 2010

alto mar...

...Já não sei se são saudades. Se os imagino ainda. Se as minhas mãos alguma vez tocaram a tua pele, a cintura fina e leve tua.
Não deve ser nada
Só imaginação minha este sal na boca
Este murmúrio do mar, o argaço frio que me enleia as pernas.
Não podem ser saudades
Nunca existiram os teus beijos, só os meus alquebrados nas tábuas do convés, baldeados borda fora enquanto dois arroazes brincam na proa do barco. Estarão felizes?

domingo, março 21, 2010

domingo, janeiro 17, 2010

sexta-feira, janeiro 15, 2010

eu falo contigo todos os dias...
mas silêncio devolve-me as palavras

homens desfalecidos dormem
colchões de papel velho escondem-nos

desço outra vez a rua como faço sempre
e falo contigo

é nestas horas enquanto caminho que acredito no amor
algum dia sim...

dou por mim a pensar