sexta-feira, março 17, 2006

AS PALAVRAS QUE BROTAM NOS LÁBIOS...















Nos teus lábios que desejo
São sussurros de sons aos meus ouvidos
E eu preciso desesperadamente de te ouvir
Pois só o teu rir acalma e me dá paz, a paz que busco
No teu olhar, nos teus lábios quentes
Quando dizes que me amas
Esses são os sons que quero só ouvir hoje.
Do resto estou virando costas, no limite das forças
Sabes, estou cansado de ruídos
Dos ruídos fabris, dos ruídos da telefonia, dos ruídos da rua em frente
Principalmente dos ruídos em casa. Nesta casa imensa e fria
Fico sem um sítio para o meu silêncio
Que é como gosto de estar, de olhos semicerrados e em silêncio
Imaginando-te. Ou não pensando em nada, despido de ideias. Abandonado
Como um televisor apagado, ali, ocupando um espaço
Que neste dia de hoje
Estou mal disposto, ou constipado
E as palavras que te queria dizer não saem
Por isso cerro os olhos e imagino-te aqui
Sinto o teu cheiro, o calor que emanas
O arfar de teu peito excitada
Ou as palavras de amor em gemidos que me dizes baixinho
Enquanto teus braços me envolvem e apertam
Para que eu não fuja de novo do sonho
Ou vire costas a este amor tardio e grande
Que é como o sentimos, grande de amor e grande de vontades
Feito de tantas vontades reprimidas e imaginadas
Hoje postas em prática a medo ou nem isso, mas em sobressalto
Que é como fica meu coração quando faço amor contigo
Ou quando quero e adivinhas meus pensamentos
E te ofereces assim, sempre como da primeira vez
Em que te amei e me amaste
E as estrelas viram como cúmplices, o nosso acto
De amor ou de desejo reprimido
Tantas vezes sussurrado aos meus ouvidos
Em ruídos de sons que quero ouvir
Porque são a tua voz, que amo.
Como te amo a ti, assim simples e em poesia
Que de outra forma não podia ser
O amor simples e verdadeiro é em poesia
Que é como cantam os poetas ou os músicos
E a tua voz que escuto é a mais bela canção de amor
Porque a letra escrita diz que me amas
De corpo inteiro e alma. Que as nossas almas já se encontraram
Um dia nos dias da eternidade da vida
E hoje voltamos a sermos só um quando fazemos amor
Ou nos beijamos
Ou quando minhas mãos acariciam teu corpo
Sinto que o intervalo da vida que me acompanhava
Se desfez novamente. Tu estás aqui!
E eu quero-te. E eu amo-te e quero-te de novo!
Uma e outra vez. Uma e outra vez!
Quero-te e meu olhar diz tudo. Que se um coração ama
Os olhos lêem e falam o amor todo e em silêncio
Que é como eu gosto de estar contigo assim diariamente
Olhando e em silêncio
Escutando os teus sussurros no meu ouvido
Sentindo a pele arrepiada de prazer
Pelo prazer que é sentir teus lábios beijando
Ou sentir-te ai desse lado acompanhando-me

João marinheiro ausente
Fotografia de Barcoantigo

3 comentários:

Arthur Saraiva disse...

Bonito momento de amor. Deixa qualquer um feliz. O teu pensamento mais uma vez me faz lembrar alguém! identifico-me muito com os teus textos, fazem-me recordar situações minhas parecidas com as tuas. O teu pensamento faz-me lembrar que ás vezes também tenho inspiração para escrever, para sentir o que sinto e escrever num cantinho só meu... Não sei porquê... mas somos muito parecidos somente com uma pequena diferença: Escreves melhor que eu, teus pensamentos na escrita não saem confusos... como os meus... quando escrevo, bem entendido. Sei o que me vai na alma. Ando cada vez menos inspiracao e mais vazio por dentro... mas de repente esse vazio transformou-se em palavras que deixei agora a pouco no meu blog... Sinceramente gostei dessa tua força interior.

Ana Luar disse...

De volta às memórias do passado João? O passado não é nda mais que os escritos de aprendizados futuros......beijo eterno.

Gláucia disse...

Aqui também me encontro.