domingo, abril 23, 2006

LOUCO…



Estou a ficar louco?
Hiper sensível, stressado
Sou a angústia dos anos que não acabam
Estou preso.
De roda
Sempre nesta rotunda cada vez mais pequena.
Não vislumbro as ruas de sentido único
Onde exista a saída possível.
Como vim aqui parar?
Aqui a este circulo negro de asfalto repartido
Em linhas curvas impressas a branco
Que ressaltam no negro do fundo.
Cada vez o circulo é mais apertado.
Estou ficando manietado sem espaço para sonhar…

Um dia

Eu…

Como o electrão solto que gira vertiginosamente
Vou desfazer-me de encontro ao centro nuclear desta rotunda
Existir na fusão liberta
Imensa de energia em clamores de luz e desamores.

Então nesse dia

Fecho os olhos

Deixo de sonhar

Morro!

3 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

Um poema de revolta, de desilusão, mas muito bem elaborado...

ACENDALMA disse...

Fiquei preso nestas palavras... rotunda de que é difícil escapar, mesmo para o electrão mais ágil...
... Talvez que o Positrão o consiga!

Talvez

tb disse...

um choque no peito, da crueza, força de cada uma das ondas do teu mar...