domingo, dezembro 03, 2006


...Somos resumidos a um acto de amor autónomo
Máquinas programadas.
Sabemos tudo um do outro,
Completamos o ciclo da programação,
Sem erros, sem falhas
Nunca dispara o som do alarme
Somos máquinas perfeitas na arte do amor
Escondemos as emoções
Temos um prazer frio unipessoal
Sei sempre quando queres
Sabes quando chego
Quando não apetece
Sabes tudo de mim…
Permaneces desconhecida…
João marinheiro, 2005
Fotografia Google

14 comentários:

algevo disse...

Acreditas realmente que exista alguém que conheça outro alguém assim... tão superficialmente?

Não somos. Fingimos apenas ser.

I.

Tânia disse...

Eu acho que é possível...as pessoas são aquilo que querem ser...e muitas fazem da vida um teatro...

APC disse...

Meu amigo... O melhor de nós não se chega a saber, talvez. E quanto mais se conhece, mais o mistério vira sabido e o que é sabido é banal. E mais do melhor e do pior nos conhecem aqueles que menos connosco vivem.
Ou porque isto é verdade, ou apenas porque parece que é, ou ainda porque receamos a nossa incompletude, seremos sempre desconhecidos... No mais profundo!
Acho eu... Hoje, neste momento!
Um abraço-marinheiro!

Morgaine disse...

Se assim for o próprio amor torna-se monótono o que nao é verdade. Há sempreuma surpresa reservada ali na esquina,e aparece-nos de modo espontâneo, como é exactamente o sentimento do amor. Sabemos o mais possivel do outro mas nunca nunca tudo..

beijos

APC disse...

"Sabes tudo de mim; permaneces desconhecida"... A sensação que nos fica quando amámos demais para o que nos amaram.
Continuas a correr, eu sei. Mas, a cada vez que páras, o teu penamento fala. Quando posso, venho escutar-te. E gosto da brisa que deixas quando por lá passas.
A minha cidade está mesmo introspecta, não está? E a tua?
Um abraço mui morno de Natal! :-)

joão marinheiro disse...

Olá APC, a minha cidade está horrivel...estranha diferente, afinal não é a minha cidade, porque não tenho cidade, sou um pouco de todos os lugares e de nenhum.Gosto da tua cidade isso sei que gosto.Abraço cheio de luzes e sininhos chineses do natal que nos querem vender á força...

marujinha disse...

É verdade João. Parecemos que sabemos tudo acerca mas na verdade quanto mais julgamos saber menos sabemos ou quero dizer mais fazemos com que o outro menos saiba.E é desgostoso.Por isso chega-se a anos de vida em comum e é tudo tão vazio.

Jinhos da Marujinha

Ana Luar disse...

Fizeste-me lembrar o MEC, o mesmo estilo de escrita, o mesmo cepticismo... a meu ver falta-te a arrogância (altivez)que ele coloca na escrita,para k as tuas palavras tenham a nudez merecida. Escreves sem saber pk... mas precisas de o fazer...
Estás cada vez melhor na forma de te redimires da falta de inocência das palavras... És bom...(na escrita é claro... antes k surjam mal-entendidos):)



Beijo carinhoso marinheiro....

Maria disse...

2001 Odisseia no espaço
O computador HAL e o seu irmão gémeo...
Mas isto é ficção...
Ok, Guerra das estrelas e o computador RH1, o andróide, mas continua a ser ficção...
João Marinheiro Ausente, vai levar algum tempo, mas tenho aqui umas fotos da construção do cais na Berlenga e da fola que levou tudo, que tenho que as digitalizar mas vou fazê-lo para te animar com o mar da ilha...
Um abraço

Bad disse...

Bem, eu não sou uma maquina perfeita, pk sou do sporting como disseste lolll, certo?

a serio... sim, somos quase perfeitos... mas no mais importante, por vezes essa perfeição parece desaparecer.

obrigada pela tua visita

beijo

mar... disse...

Se escreves é porque pensas, se pensas é porque vives, se assim vives e porque sentes... se assim o sentes é porque tudo já te parece cristalizado e a unica maneira encontrada pela tua alma é sintetizar um tudo que já te pareces com o nada...
Como consegues ser tão transparente...? Deixa-se ver em cada palavra...!

Crystal disse...

Eu concordo...Permanecemos sempre desconhecidos.Aos outros e a nós mesmos.

Um bj

MARIA VALADAS disse...

Uma visita a um blog...de onde saio
em pés de algodão!

Lindo!

beijos
Maria

APC disse...

E eu gosto da tua... Adoro-a.
Mas, se trocamos, jamais nos encontramos.
:-)