sexta-feira, setembro 29, 2006

Não sei se é efectivamente cansaço o que sinto hoje. Não sei se é efectivamente a constatação final e dolorosa da tua falta. Sinto que é isso, este cansaço é um fingimento, uma espécie de torpor que me tolhe os movimentos e me abandona a um canto como um velho no asilo sem utilidade esperando a morte. Mas vendo melhor mais ao perto, os olhos do velho brilham, e revelam a dádiva da vida que se finda. Nem sei porque neste momento penso isto ou escrevo esta coisa estranha, esta escrita estranha que não reconheço em mim. Escrevo sempre a tua ausência, a falta de notícias. Contento-me com tão pouco que cabe numa mão fechada, tu é que queres sempre muito mais do que eu posso dar, assim deste modo sou um perdedor, a balança pende para o teu lado e eu não encontro forma de a nivelar. Os sentimentos não se pesam sentem-se. Eu sinto. Tu, já não sei o que sentes. Não sei o que sobra de ti…

6 comentários:

tb disse...

e que bom quando o olhar ainda brilha...não deixes nunca que a chama se apague independentemente de tudo e do nada...
Beijos com chama e maresia

Meuportode abrigo disse...

sobra o meu carinho por ti.
sobram as minhas mãos que quase a pulso abriram as tuas tão lentamente, tal a força que fazias quando te pedia para as abrires.
sobra o meu amor por ti, que guardo, que guardo com muita força em mim. Egoistamente, guardo-o. Para mim. Não reconheces a tua escrita porque não a sentes, é um misto de sentimentos o que dizes. Vai, meu amor. Meu amor eterno.
E não te esqueças que zelo por ti, até no teu sono.
Agora vai.

Su disse...

a falta...a ausencia....sempre.....

jocas maradas

Anónimo disse...

Também eu escrevo sempre a ausência e a falta de notícias em castelhano ...

Elsa

iolanda disse...

Uma forma de estar perto, mas algo inconformado com aquilo que se pode ter, com aquilo que o futuro reserva... Se tivermos a mão aberta caberá sempre muito mais...

I.

cericaia disse...

Pelo que já li... pelo pouco que de ti conheço...acredito que és uma pessoa muita sensível...especial. Por isso te desejo que possas sempre encontrar a felicidade na tranquila e perpétua alegria das pequenas coisas... e que a partilhes com os teus amigos/as. Porque nessa partilha está a felicidade maior.

Um beijinho e muito obrigada por seres meu amigo