terça-feira, outubro 23, 2007

venho hoje despedir-me...


Venho hoje despedir-me de ti
Trouxe um braçado de flores do campo que colhi enquanto caminhava
Despeço-me para morrer
Vou para longe
Um sítio onde as feras me façam a companhia e os abutres esperem a refeição
Deixo de existir porque já não existes em mim


João 2007
Fotografia Balazs Borocz

8 comentários:

Bruna Pereira disse...

Dóis-me.

*Marta* disse...

Um despedida traz sempre um regresso. E o regresso, nova despedida. É o Fado destino de um marinheiro.

Beijo em ti,enorme

Anónimo disse...

uma despedida que é um apelo.
um grito na selva.


com flores. selvagens.


como sempre.


Tu.


belíssimo. mesmo que amargo.


beijos.


/piano.

Maria disse...

De memória, ainda.....

Deixo-te um beijo

Su disse...

jocas maradas de tempo..todo o tempo

Andreia Ferreira disse...

Demasiado bonito e demasiado triste. Sinto-te, sabes?
Um abraço!

M. disse...

Belíssimo.Também este poema.

APC disse...

Amar é mesmo diferente de tudo, não é? É ter o outro por dentro, tanto, tanto, que sem ele já não somos.
Na última linha, disseste-o de uma forma que arrepia. Muito bonito!