
Neste momento existes aqui
Vejo-te chegar ao longe
És inconfundível
Neste flash da memória
Caminhas pelo meio do jardim abandonado
Neste instante estamos juntos
Fui ter contigo à foz
Esperava-te faz alguns minutos…
Passeamos pela Cantareira,
Sentamos onde demos o primeiro beijo
As mesmas pedras com limos e saudades dos barcos que acostavam
Dei-te a mão, sorriste para mim
E eu feliz olhei os teus olhos que amo
Fomos os dois subindo a margem deste nosso Douro
Passamos o ouro, velho estaleiro que não existe
Notei a ausência dos barcos
Falei-te dessa ausência
Continuas sorrindo para mim.
Sentamo-nos na esplanada, a mesma mesa lembras?
Onde confessei o meu amor por ti, tímido
E tu com o brilho imenso do teu olhar
Beijaste as minhas mãos cansada num consentimento consentido.
Bebeste uma água fresca eu um café forte
Lembras?
Provei o amor de teus lábios doces
Sentia no peito o coração desarvorado em rotações frenéticas…
Passamos o dia juntos junto ao Douro.
Pela tardinha despediste-te na promessa de voltar
À Cantareira a ver-o-mar
Atravessaste a ponte para a outra margem
E eu senti que nesse instante da travessia te perdia
Não sei de ti…
Neste momento
A janela aberta manhãzinha
O sol quente inicia o dia a nascente
Incide no rosto, a custo abro os olhos.
Neste momento existes aqui
Num flash que dura a eternidade do clarão branco
Enquanto desperto
Tive-te comigo
E fiz a história que esqueço diariamente
És a minha memória dos dias bons
Que guardo religiosamente
Porque existes
Para lá do tempo
Porque existes
Para lá da vida
Porque existes
Para lá do amor eterno
Porque existes…
E então
Porque existes em momentos
Estamos juntos de novo
Não importa que seja no clarão do acordar
Ou no pesadelo a meio do sono.
Neste momento vieste ter comigo, estou contigo de mão dada
Existes aqui
Como memória
E eu vejo à velocidade da luz a minha vida contigo
Com principio, meio e fim
Compreendidos no espaço dum abrir de olhos ao acordar.
Desperto finalmente
Afasto os lençóis, lavo a cara, visto-me
Enfrento mais um dia igual de trabalho
Sorrio para mim próprio
Amanhã pela manhã encontro-te de novo e dar-te-ei mais um beijo
Confessarei de novo o meu amor por ti
Contento-me
És a minha memória dos dias bons
Memoria virtual…
A janela aberta manhãzinha
O sol quente inicia o dia a nascente
Incide no rosto, a custo abro os olhos.
Neste momento existes aqui
Num flash que dura a eternidade do clarão branco
Enquanto desperto
Tive-te comigo
E fiz a história que esqueço diariamente
És a minha memória dos dias bons
Que guardo religiosamente
Porque existes
Para lá do tempo
Porque existes
Para lá da vida
Porque existes
Para lá do amor eterno
Porque existes…
E então
Porque existes em momentos
Estamos juntos de novo
Não importa que seja no clarão do acordar
Ou no pesadelo a meio do sono.
Neste momento vieste ter comigo, estou contigo de mão dada
Existes aqui
Como memória
E eu vejo à velocidade da luz a minha vida contigo
Com principio, meio e fim
Compreendidos no espaço dum abrir de olhos ao acordar.
Desperto finalmente
Afasto os lençóis, lavo a cara, visto-me
Enfrento mais um dia igual de trabalho
Sorrio para mim próprio
Amanhã pela manhã encontro-te de novo e dar-te-ei mais um beijo
Confessarei de novo o meu amor por ti
Contento-me
És a minha memória dos dias bons
Memoria virtual…
joão marinheiro ausente
Fotografia Google





